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Bike Furniture

outubro 24, 2010 2 comentários

Bike Furniture é uma empresa especializada em criar móveis contemporâneos utilizando como matéria prima bicicletas usadas, mais especificamente, aros, quadros, pneus e guidãos.

A idéia é do designer estadunidense Andy Gregg. Apesar de parecer novidade, a empresa existe desde 1990 e lança novas coleções ano após ano.

E aí, você compraria para decorar sua casa? Se eu tivesse um bar ou um hostel, eu compraria.

O universo inatingível das sacolas retornáveis

maio 26, 2010 1 comentário

Sabe, se tem uma coisa que eu não entendo é por que as tais sacolas retornáveis não funcionam no Brasil.

Elas estão na moda, muitas são lindas, todo mundo tem, todo empresa dá de brinde, todo supermercado vende, toda loja de bolsas tem para vender e mesmo assim, não pega! Quando eu vou no mercado vejo centenas de pessoas passando nos caixas, e sabe onde elas colocam as suas compras? Na velha conhecida sacola plástica. Alguns supermercados até dizem utilizar as sacolas biodegradáveis. E segundo o que eu soube esses dias, no Brasil o processo de produção de sacolas biodegradáveis ainda custa muito caro, e o que geralmente se faz são sacolas oxibiodegradáveis. Mas e aí, qual a diferença e a vantagem entre um e outro? Escrevi para o supermercado onde costumo fazer compras para saber o por quê de eles não substituirem as sacolas deles por sacolas biodegradáveis, já que eles distribuem as sacolas plásticas sem dó quando fazemos compras. A resposta foi a seguinte senta que lá vem a história:

“No comércio em geral, está sendo utilizada a sacola “oxibiodegradável”. O plástico oxibiodegradável é originado do petróleo e se transforma em fragmentos menores em menos de um ano de exposição ao sol.
Porém, estudos indicam que esse plástico não se biodegrada. Ele se transforma num pó repleto de metais pesados, que pode contribuir com a poluição do meio ambiente. (Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL698738-15605,00.html)
Segundo matéria veiculada no programa Fantástico, da Rede Globo, o Brasil já conta com tecnologia para a fabricação de plástico biodegradável. De acordo com a reportagem, existe uma usina de São Paulo que está fabricando a matéria-prima do plástico. Nesta usina, a cana vira açúcar e o açúcar vira plástico biodegradável.

O fabricante garante que em 180 dias o plástico se transforma em gás carbônico e água. Mas, por enquanto, a produção dele está direcionada somente ao exterior. Profissionais da Epagri de Içara acrescentaram que não têm conhecimento de fabricantes de sacolas biodegradáveis no Brasil.

Nossa engenheira ambiental explicou que o benefício das sacolas oxibiodegradáveis estaria relacionado ao não entupimento de bueiros. Porém, ainda ocorre a geração do resíduo plástico e a extração de petróleo para a fabricação das mesmas. Por serem possíveis poluidoras do meio ambiente, realmente hoje as sacolas oxibiodegradáveis seriam inviáveis a serem implantadas em nossa rede.”

Muito bem, e por que a tal produção de sacolas está direcionada somente ao exterior? Uma das razões para isso, acredito, é por que a maioria dos países de primeiro mundo (e os em desenvolvimento também), realmente se preocupa com o meio ambiente. Isso se percebe na exigência que eles tem na compra de móveis com madeira certificada, por exemplo, e outro, mais contextual ainda, quando se vê que todos levam suas sacolas na hora das compras no supermercado.

Na Europa, por exemplo, você precisa trazer a sua sacola de casa, nenhum supermercado tem empacotador no caixa, e se você é um perdido que não trouxe sua sacolinha, tem que pagar para usar a sacola biodegradável deles. E aí, o que acontece? As pessoas sempre trazem as suas sacolas, e inclusive usam elas mesmos para colocar as mercadorias enquanto estão comprando. “Ah, mas e quando a compra é grande?”, várias sacolas, sacolas acopladas a carrinhos… opção não falta, isso não é desculpa. E não precisamos ir tão longe, nossos hermanos argentinos dão o exemplo. Lá também não há sacolas disponíveis para você abusar delas, se precisar usá-las, tem que pagar. E há os supermercados que simplesmente não te dão outra opção. Ou é a sua sacola retornável, ou …. nada! talvez você encontre, com muita sorte, algum repositor que esteja terminando de repor uma prateleira e tenha uma caixa de papelão sobrando por ali. E é isso.

Então, eu pergunto novamente, o que faz o brasileiro continuar esquecendo de levar suas lindas sacolas retornáveis para o supermercado? Por que é muito simples, se você esquecer, lá tem milhares de outras sacolas plásticas a sua disposição, de graça. Muito cômodo, não é? E se você está em uma loja e compra um par de meias, é tão mais prático pegar a sacola pronta do que recusar e colocar a bendita meia na sua bolsa a tiracolo, que por sinal é bem grandinha.

Por isso, estou chegando a conclusão que é uma questão de atitude. Atitude não só do consumidor, mas também do comércio. Enquanto todo mundo estiver nem aí para essa questão e continuar distribuindo sacolas como se fosse – poxa, me falta até comparação, pois não consigo lembrar de nada que seja mais abundantemente distribuído gratuitamente que sacola plástica – santinhos de eleição?! nada vai mudar. Inclusive, a gratuidade é algo relativo, pois o preço que pagaremos por isso é bem caro. E a sacolinha retornável vai continuar sendo um ítem muito lindinho de decoração.

Artesanato no catálogo

Tomei conhecimento dessa rede por e-mail e fiquei muito feliz com a notícia. A Asta é uma rede de artesões do Rio de Janeiro, são 32 grupos e mais de 600 artesões que desenvolvem produtos exclusivos a partir de materiais ecológicos, como bambu, piaçava, fibra de bananeira, retalhos, jornal e cerâmica.

A rede surgiu a 3 anos, e hoje é a primeira rede de venda direta de produtos de economia solidária do país, com sistema de vendas por catálogo. O mesmo sistema utilizado para venda de cosméticos, com revendedores espalhados por todo o Brasil.

Dando uma passada rápida no Catálogo você pode conferir a diversidade de matérias primas e opções de produtos, alguns lindos, outros de gosto duvidoso. Mas é uma ótima forma de vender os produtos artesanais sem passar por diversos atravessadores, que geralmente aumentam em 100, 200, 300% o preço final e ficam com a maior margem de lucro na cadeia.

Para acessar o site da Asta e baixar o catálogo em PDF, clique aqui e para ver o vídeo que divulga o trabalho da instituição, clique aqui.

Pig 05049

setembro 8, 2009 1 comentário

Christien Meindertsma é uma designer dos Países Baixos. Ela se destacou esse ano por receber o prêmio de melhor projeto na categoria Play no INDEX Design (Design to improve life), prêmio citado no post abaixo.

O projeto dela foi muito interessante e por isso estou dando destaque para ele aqui. Trata-se de um design de comunicação que resultou  num livro e numa exposição.

Ela estudou durante 3 anos a criação e a transformação de um único porco em todos os produtos nos quais ele pôde se transformar. Entre os mais interessantes: remédio, papel fotográfico, válvulas cardíacas, freios para trens, goma de mascar, porcelana, cosméticos, cigarros, condicionador, bio diesel e até mesmo munição.

Após sua morte, o porco número 05049 foi separado em diversas partes que foram enviadas para diferentes lugares do mundo. Em seu livro, entitulado Pig 05049, o tal porco está literalmente dissecado em suas páginas, registrado em fotos dos 185 produtos nos quais o porco resultou.

O livro é uma forma de comunicar as pessoas como algumas coisas são feitas, e ainda, segundo a designer, ele funcionará como uma cápsula do tempo, um registro para as futuras gerações entendenrem como nossa sociedade vive atualmente.

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Além do livro, o projeto foi exposto em uma galeria em Rotterdam em 2008.

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Quer ver mais? Clica no link e confira o site dela.

Tea Lights

julho 30, 2009 2 comentários

tea_lights_1brooklyn4cluster shot

Isso é mais uma daquelas provas de que você não precisa estar atrás de um computador para fazer coisas interessantes.

Sou fã de handmade e reuso dos objetos, adorei essa idéia.

Criação de: Domestic Construction

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