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Posts Tagged ‘Eco Design’

Biomóvel

fevereiro 24, 2011 Deixe um comentário

Às vezes fico meio decepcionada com a falta de atitude ecológica brasileira. A anos ouço falar do consumo consciente em países de primeiro mundo, ao que diz respeito a indústria moveleira. Consumidores que exigem móveis com selo de procedência, madeira reflorestada, etc.

Ainda não vejo essa atitude por parte do público brasileiro, por mais que se fale em meio ambiente, aquecimento global, degradação das florestas e tal.

Por isso, me deixou feliz saber que fabricantes de móveis nacionais, da região de São Bento do Sul, Planalto Norte Catarinense, numa iniciativa inédita, resolveram criar o selo Biomóvel. Um selo que certifica indústrias moveleiras em seus processos de produção de móveis que tenham o menor impacto ambiental possível.

Dentro desses processos está inserido, inclusive, o design. Numa abordagem ampla – até então pouco considerada – abrangendo todas as fases do ciclo de vida do produto: desde sua concepção até seu descarte. Bem como sua embalagem e transporte.

A cartilha e todos os critérios para que uma empresa ou móvel receba esse certificado, pode ser conferida no site www.biomovel.org.br

Minha esperança é que esse selo ganhe reconhecimento nacional, e que passe a ser critério de escolha na compra do seu próximo móvel.

Abaixo, alguns móveis já produzidos com o selo.

Sacolas de Papel

Ontem tive uma agradável surpresa. Fui às compras em um mercado, desses de bairro, aqui em Joinville, e me deparei com isso: sacolas de papel! Fiquei tão feliz que resolvi compartilhar aqui no blog.

O mercado em questão, é um desses mercados modernos de bairro, nada a ver com aquele monte de gôndolas abarrotadas de coisas, empoeiradas, ambiente escuro, corredor estreito… ele tem um espírito jovem e moderno, é uma versão em miniatura dos supers tradicionais. E ele nem fica no meu bairro, fica num bairro vizinho. Mas de tão bonitinho, rápido e bem organizado, preferimos muitas vezes fazer pequenas compras lá do que pegar o cansativo esquema: achar vaga no estacionamento, bater perna, dar voltas e mais voltas para achar o que se quer, enfrentar fila no caixa, tentar achar o carro no estacionamento e só então voltar pra casa.

E agora me agradou ainda mais com essas simpáticas e ecológicas sacolas de papel. A moça do caixa me disse que elas ainda estão em fase de testes. Mas eu torço para que elas continuem.

Para os que vão gritar: “o que adianta matar árvores para fazer sacolas??” eu já adianto, pesquisei a empresa que fabrica a sacola e eles confirmam que a madeira é de reflestamento, de pinus.

E aí eu me pergunto: o mercadinho de bairro pode fazer sacolinhas de papel para distribuir na hora da compra, por que as grandes redes de supermercados não podem?

Só para expressar minha opinião, quem já leu o post que eu falei sobre o universo inatingível das sacolas retornáveis sabe, ainda sou defensora das sacolinhas retornáveis, que são muito mais a favor do meio ambiente, mas isso é uma atitude muito mais do consumidor do que do supermercado. Enfim, sacolas de papel já são um grande avanço para minha cidade. Parabéns pela atitude!

Água Potável

Essa notícia eu li na edição de agosto da Superinteressante, e fiquei tão feliz que gostaria de compartilhar por aqui. Em 2009 foi lançada uma garrafa de água que promete tornar potável qualquer água que for colocada nela. A salvação para vítimas de catástrofes naturais como enchentes ou furacões, que passam semanas e até meses sem água potável, ou ainda para moradores das regiões mais áridas do nosso planeta, incluindo partes do nosso Brasil.

Segundo os criadores, a Lifesaver usa um sistema de ultra filtragem altamente avançado, o qual remove bactérias, vírus, cistos, parasitas, fungos e outros patogênicos microbiológicos transportados pela água. Ela faz tudo isso sem ajuda de qualquer substância química de sabor ruim, como iodo ou cloro. Isso é possível graças a um filtro que retém todas as partículas menores que 15 nanômetros. O filtor torna potável até 6000 litros de água, travando automaticamente quanto atinge esse nível.

Tomara que ela tenha um custo acessível, ou ainda, que seja subsidiado por empresas ou governos para atingir a quem realmente necessite.

O universo inatingível das sacolas retornáveis

maio 26, 2010 1 comentário

Sabe, se tem uma coisa que eu não entendo é por que as tais sacolas retornáveis não funcionam no Brasil.

Elas estão na moda, muitas são lindas, todo mundo tem, todo empresa dá de brinde, todo supermercado vende, toda loja de bolsas tem para vender e mesmo assim, não pega! Quando eu vou no mercado vejo centenas de pessoas passando nos caixas, e sabe onde elas colocam as suas compras? Na velha conhecida sacola plástica. Alguns supermercados até dizem utilizar as sacolas biodegradáveis. E segundo o que eu soube esses dias, no Brasil o processo de produção de sacolas biodegradáveis ainda custa muito caro, e o que geralmente se faz são sacolas oxibiodegradáveis. Mas e aí, qual a diferença e a vantagem entre um e outro? Escrevi para o supermercado onde costumo fazer compras para saber o por quê de eles não substituirem as sacolas deles por sacolas biodegradáveis, já que eles distribuem as sacolas plásticas sem dó quando fazemos compras. A resposta foi a seguinte senta que lá vem a história:

“No comércio em geral, está sendo utilizada a sacola “oxibiodegradável”. O plástico oxibiodegradável é originado do petróleo e se transforma em fragmentos menores em menos de um ano de exposição ao sol.
Porém, estudos indicam que esse plástico não se biodegrada. Ele se transforma num pó repleto de metais pesados, que pode contribuir com a poluição do meio ambiente. (Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL698738-15605,00.html)
Segundo matéria veiculada no programa Fantástico, da Rede Globo, o Brasil já conta com tecnologia para a fabricação de plástico biodegradável. De acordo com a reportagem, existe uma usina de São Paulo que está fabricando a matéria-prima do plástico. Nesta usina, a cana vira açúcar e o açúcar vira plástico biodegradável.

O fabricante garante que em 180 dias o plástico se transforma em gás carbônico e água. Mas, por enquanto, a produção dele está direcionada somente ao exterior. Profissionais da Epagri de Içara acrescentaram que não têm conhecimento de fabricantes de sacolas biodegradáveis no Brasil.

Nossa engenheira ambiental explicou que o benefício das sacolas oxibiodegradáveis estaria relacionado ao não entupimento de bueiros. Porém, ainda ocorre a geração do resíduo plástico e a extração de petróleo para a fabricação das mesmas. Por serem possíveis poluidoras do meio ambiente, realmente hoje as sacolas oxibiodegradáveis seriam inviáveis a serem implantadas em nossa rede.”

Muito bem, e por que a tal produção de sacolas está direcionada somente ao exterior? Uma das razões para isso, acredito, é por que a maioria dos países de primeiro mundo (e os em desenvolvimento também), realmente se preocupa com o meio ambiente. Isso se percebe na exigência que eles tem na compra de móveis com madeira certificada, por exemplo, e outro, mais contextual ainda, quando se vê que todos levam suas sacolas na hora das compras no supermercado.

Na Europa, por exemplo, você precisa trazer a sua sacola de casa, nenhum supermercado tem empacotador no caixa, e se você é um perdido que não trouxe sua sacolinha, tem que pagar para usar a sacola biodegradável deles. E aí, o que acontece? As pessoas sempre trazem as suas sacolas, e inclusive usam elas mesmos para colocar as mercadorias enquanto estão comprando. “Ah, mas e quando a compra é grande?”, várias sacolas, sacolas acopladas a carrinhos… opção não falta, isso não é desculpa. E não precisamos ir tão longe, nossos hermanos argentinos dão o exemplo. Lá também não há sacolas disponíveis para você abusar delas, se precisar usá-las, tem que pagar. E há os supermercados que simplesmente não te dão outra opção. Ou é a sua sacola retornável, ou …. nada! talvez você encontre, com muita sorte, algum repositor que esteja terminando de repor uma prateleira e tenha uma caixa de papelão sobrando por ali. E é isso.

Então, eu pergunto novamente, o que faz o brasileiro continuar esquecendo de levar suas lindas sacolas retornáveis para o supermercado? Por que é muito simples, se você esquecer, lá tem milhares de outras sacolas plásticas a sua disposição, de graça. Muito cômodo, não é? E se você está em uma loja e compra um par de meias, é tão mais prático pegar a sacola pronta do que recusar e colocar a bendita meia na sua bolsa a tiracolo, que por sinal é bem grandinha.

Por isso, estou chegando a conclusão que é uma questão de atitude. Atitude não só do consumidor, mas também do comércio. Enquanto todo mundo estiver nem aí para essa questão e continuar distribuindo sacolas como se fosse – poxa, me falta até comparação, pois não consigo lembrar de nada que seja mais abundantemente distribuído gratuitamente que sacola plástica – santinhos de eleição?! nada vai mudar. Inclusive, a gratuidade é algo relativo, pois o preço que pagaremos por isso é bem caro. E a sacolinha retornável vai continuar sendo um ítem muito lindinho de decoração.

Artesanato no catálogo

Tomei conhecimento dessa rede por e-mail e fiquei muito feliz com a notícia. A Asta é uma rede de artesões do Rio de Janeiro, são 32 grupos e mais de 600 artesões que desenvolvem produtos exclusivos a partir de materiais ecológicos, como bambu, piaçava, fibra de bananeira, retalhos, jornal e cerâmica.

A rede surgiu a 3 anos, e hoje é a primeira rede de venda direta de produtos de economia solidária do país, com sistema de vendas por catálogo. O mesmo sistema utilizado para venda de cosméticos, com revendedores espalhados por todo o Brasil.

Dando uma passada rápida no Catálogo você pode conferir a diversidade de matérias primas e opções de produtos, alguns lindos, outros de gosto duvidoso. Mas é uma ótima forma de vender os produtos artesanais sem passar por diversos atravessadores, que geralmente aumentam em 100, 200, 300% o preço final e ficam com a maior margem de lucro na cadeia.

Para acessar o site da Asta e baixar o catálogo em PDF, clique aqui e para ver o vídeo que divulga o trabalho da instituição, clique aqui.

Cubis

setembro 9, 2009 Deixe um comentário

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Cubis é o nome dessa simpática e original garrafa.
Ela foi desenvolvida pela suéca Love for Art e Business.
A garrafa empilhável em forma de cubo, tem um sistema flip-flop de tampa, que pode ser aberto utilizando uma só mão. Por facilitar a estocagem, facilita também o transporte, o que pretende maximizar a venda e por ser reutilizável, diminuir a emissão de CO2.

Lançamento na Foodtec, agora em setembro, selecionado no shortlist do prêmio Beverage Innovation em Munique. Será comercializado para o segmento B2B (por enquanto).

cubis2

Encontrado no site Lovely Package.

Design to improve life

setembro 3, 2009 1 comentário

Index Award é um prêmio de design mundial, cujo objetivo é mostrar como o design pode (ou poderia) participar de soluções para mudanças globais, como mudança de clima, poluição, desastres naturais, pobreza, superconsumo e outros aspectos importantes. Em resumo, promover maior qualidade de vida a todos.

São somente cinco categorias e mais o voto popular:
• Body
• Home
• Work
• Play
• Community

A edição é bi-anual, e esse ano de 2009 já teve seus resultados divulgados. Os projetos são realmente interessantes. Na minha opinião, é a resposta àquela questão que todo designer tem desde que entra na faculdade “pra quem e por que eu vou criar?” Será simplesmente o belo pelo belo? O belo para vender? Ou o não tão belo, mas útil e importante para alguém ou algo que o necessite?

Infelizmente não houve nenhum brasileiro entre os designers vencedores. Independenten disso são produtos que nos fazem parar pra pensar.

feto 2

feto 1

Categoria Corpo: Freeplay fetal heart rate monitor
Intenção: salvar vidas de bebês e mães em áreas remotas, pobres e/ou sem eletricidade. Ele funciona com energia mecânica (o usuário rotaciona uma  manivela para gerar energia suficiente para 10 minutos de operação). O aparelho serve para medir os batimentos cardíacos do feto, se o batimento for baixo, significa que a gestação está com problemas, e a mãe pode então ser encaminhada para um tratamento num hospital apropriado, a tempo de não perder o bebê.

stove 2

stove

Categoria Casa: Chulha
Intenção: diminuir os riscos de saúde causados por “fogões” tradicionalmente utilizados no terceiro mundo.
O projeto é um fogão, pré-moldado (que pode ser produzido pela própria comunidade local), o projeto garante a extinsão da fumaça dentro de casa e por consequência, dos gases tóxicos que essa fumaça pode conter. Além disso, o produto tem fácil limpeza, fácil manutenção, local para duas panelas e filtros que captam a fuligem, uma espécie de exaustor.

kiva

Categoria Trabalho: Kiva
Um website que agrega investidores e micro-empreendedores e facilita a negociação entre ambos.

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pig 2

Categoria Play: Pig 05049
Um livro que ajuda pessoas a entender como as coisas são feitas, projeto que levou 3 anos para ser desenvolvido e que acompanhou e registrou a vida de um único porco e todos os produtos que dele derivaram. Projeto muito interessante que merece um post a parte.

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Categoria Comunidade: Better Place
Uma estação de reabastecimento para carros elétricos.

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Voto Popular: Street Swags
Sacos de dormir para moradores de rua. Um saco de dormir que se transforma em mochila, proporciona conforto, calor e proteção à chuva ao seu usuário.

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Pra concluir, os produtos ganhadores foram criativamente expostos à comunidade em uma praça em Copenhagem, em cápsulas de acrílico.

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Vale a pena dar uma olhada também nos outros projetos finalistas do concurso, aqui.

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